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Davi, ex-músico da Banda Jovem Idelbrando Santana, e sua mãe, trazem depoimento sobre a Vokuim

Atualizado: 17 de jul. de 2023

Davi Firme e sua mãe, Gisele, compartilham sua história com a Vokuim.



Davi Firme tem17 anos e cursa Informática no Intituto Federal do Norte de Minas Gerais em Almenara, cidade localizada há cerca de 39km de Rubim. Na Banda Jovem Idelbrando Santana tocava clarinete e saxofone. Hoje é multi instrumentista, dicando-se também ao piano, violão e flauta. Seu sonho é ser maestro.

Davi e sua mãe contaram para a equipe da Vokuim sobre a sua experiência com os trabalhos da ONG. Confira!


Vokuim: Com quantos anos você começou a frequentar os projetos da Vokuim? Você foi aluno da entidade por quanto tempo? Participou de quais oficinas? Qual era a sua favorita?


Davi: Bom, eu comecei a frequentar a ONG, se não me engano, eu tava com 13 anos, que foi o primeiro contato que eu tive mesmo. Fiquei lá com os 13, os 14, se não engano até os 16, antes de eu passar para o Instituto Federal, porque quando eu passei minha vida acabou ficando muito corrida e não tinha como equilibrar muito bem para poder sair da escola de Almenara e chegar aqui no Rubim para poder continuar participando dos projetos. Mas dos meus 13 até os 16 anos, eu tava sempre frequentando o projeto. Definitivamente, a minha área preferida da ONG foi a área da música, porque eu sempre fui apaixonado por música.


Vokuim: Quais foram os impactos das nossas oficinas na sua formação profissional? E pessoal?


Davi: Bom, quanto a minha formação profissional, eu ainda não tenho uma ao certo. Todavia, eu posso dizer que vai afetar e muito, porque eu pretendo continuar na área da música. Eu pretendo ser um músico e pretendo continuar fazendo faculdade, continuar minha carreira nisso. E eu, por estar na ONG, por estar na área da música junto com a Banda Idelbrando Santana, junto com o pessoal da Flauta, eu aprendi muita coisa. Eu saí basicamente do zero, sabe? Aquilo ali me mostrou portas novas que eu poderia ter. Quando eu não conseguia aprender nada, que eu achei que eu realmente não tinha talento para coisa, que eu achei que não tinha mais como, eu tinha que procurar algo novo para fazer, eu vi que era o contrário. Na verdade, eu conseguia sim me desenvolver bem na música. Foi o que aconteceu. Aprendi bastante coisa e eu espero que com todo o conhecimento que eu aprendi lá dentro, que não foi pouca coisa, eu consiga sim ter uma formação profissional dentro da música, eu consiga avançar minha carreira. Talvez, até possivelmente, ser um Maestro. Na área pessoal, nem o que falar. Foi praticamente um psicólogo, que eu nunca tinha ido. Era um escape, era uma forma boa de eu estar aprendendo algo novo, era incrível. Eu posso dizer que foi uma experiência incrível, além de pessoas novas que marcaram minha vida e até hoje são minhas amigas.


Vokuim: Você pode compartilhar alguma experiência como aluno da Vokuim que tenha te marcado?


Davi: Uma experiência? Eu acho que o dia que eu me senti mais realizado foi quando eu pude apresentar uma canção que eu mesmo escrevi em cima do palco. Foi numa apresentação aqui mesmo no Rubim, no palco da antiga Vokuim. Foi incrível essa sensação, esse prazer. E eu tive o apoio de todo mundo, quando eu fui fazer isso. Também teve outras ocasiões muito boas, como quando eu fui para a escola para poder apresentar uma música que eu sou apaixonado, que é o The Swan, de Camille Saint-Saëns. Sempre me senti muito orgulhoso de tudo isso e, sinceramente, tudo isso eu devo agradecer à ONG e a todos os servidores, todos os componentes, que estavam ali para poder me proporcionar todas as experiências incríveis que eu tive. Definitivamente a ONG mudou minha vida.



Davi e Gisele Firme. Acervo pessoal.



Vokuim: Quando você conheceu a Vokuim? O que te motivou a matricular o Davi na Banda Jovem Idelbrando Santana?


Gisele: Eu conheço a Vokuim desde a sua Fundação e conheço o esforço que as pessoas têm feito para para manter e ajudar principalmente, a população mais carente, aqueles que necessitam. E a ONG tem feito um belo trabalho nesse sentido.

O que me motivou a colocar o meu filho na Banda? É uma atividade saudável, uma atividade rica culturalmente e certamente para que ele tivesse uma formação de pessoa melhor, porque estar com pessoas faz toda a diferença para o caráter, né? E a banda, ela não ensina só a música. Tem a convivência, tem as dificuldades, têm as viagens, né? Tem os desafios, então isso sempre me motivou. E se eu tivesse mais filhos, mais filhos iriam. Com certeza. Incentivo todos que eu conheço a fazer parte.


Vokuim: Quais foram, em sua visão como mãe, os benefícios para Davi ao participar dessa formação?


Gisele: Olha Davi, ele já tem muito tino para música. E ele desenvolveu muitas habilidades. Ele hoje é multi instrumentista e exatamente pelo incentivo que a ONG prestou para ele, né? O Maestro, o cuidado de todos os funcionários incentivando, não desistindo, né, nas dificuldades e isso certamente fez a diferença para que ele crescesse como artista e, ao mesmo tempo, como eu havia mencionado, a questão mesmo social, de estar convivendo com pessoas diferentes, lidando com essas situações fez a diferença para o caráter dele.


Vokuim: Você observou alguma mudança no desempenho geral e escolar?


Gisele: Olha, a melhora que eu percebi foi com respeito à concentração e, especialmente, a disciplina porque os jovens hoje tem tudo muito rápido, muito fácil e com o treinamento para banda, o tempo que a pessoa tem que ficar ali, fez com que ajudasse. Por exemplo, hoje o meu menino estuda em tempo integral na escola do Instituto e certamente, ele não teria essa concentração, não teria essa responsabilidade de cuidar de algo tão grande, se não fosse por esse incentivo e por esse exemplo dos dias que ele participou com a Banda. Tinha horário, tinha que se cumprir os horários, tinha um treinamento. Então isso fez com que ele passasse por um treinamento pra vida mesmo. Então tanto escolar, como de modo geral, fez com que ele criasse responsabilidade, eu acho que foi assim, um dos melhores benefícios.


Vokuim: Quais habilidades você percebeu que o Davi pode desenvolver por estar envolvido nesse projeto da ONG?


Gisele: Eu acredito que as habilidades melhores que ele conseguiu adquirir foi, primeiro, o fato dele se tornar mais confiante, mais seguro, de que dá conta de resolver as coisas. Além disso, bem mais extrovertido, sem resquícios de muita timidez. Se tem, consegue disfarçar muito bem. É determinado, porque o que a gente percebe na geração de hoje é exatamente o contrário, né? Pessoas introspectivas, pessoas muito fechadas, pessoas com medo de tentar e o que eu percebi é exatamente o contrário. Ele, inclusive, tem muita vontade de se tornar Maestro e tem trabalhado para isso. Tá fazendo todos os estudos, para que assim que ele concluir, ele possa né, chegar a conseguir alcançar esse sonho aí. E a gente torce para que dê certo.


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